segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
IDG Now: Site da Universidade de Harvard é invadido e dados vazam em rede P2P
Um dos sites da Universidade de Harvard foi aparentemente invadido nesta segunda-feira (18/02) e seu conteúdo vazou na rede de compartilhamentos de arquivos BitTorrent.
Um arquivo comprimido de 125 megabytes (MB), supostamente com a base de dados do site da Escola de Graduação em Artes e Ciências de Harvard, está disponível na internet via rede peer-to-peer (P2P).
O arquivo está listado no Pirate Bay, mecanismo que permite buscar arquivos em torrent. O site da Escola de Graduação em Artes e Ciências estava fora do ar nesta segunda.
Uma nota anexa ao arquivo dizia que ele continha um backup do site, incluindo arquivos de contatos e outros arquivos associados ao Joomla, sistema de gerenciamento de conteúdo de código aberto. Aparentemente, o arquivo é verdadeiro.
O autor da nota disse que o objetivo do ataque foi demonstrar a falta de segurança nos servidores de Harvard. Ele também divulgou os supostos nomes de usuário e senhas de dois administradores de sistema do site.
“Pessoas estúpidas, vocês não usam uma senha segura”, dizia a nota, antes de divulgar as informações sigilosas.
Na tarde de segunda-feira, o arquivo estava sendo distribuído por 11 usuários e baixado por outros nove.
O escritório de mídia de Harvard estava fechado nesta segunda-feira graças a um feriado nacional nos Estados Unidos.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Meio Bit: Sites confiáveis, mas nem tanto...
"Nos primórdios da informática, havia os vírus: pequenos programas que se escondiam no setor de boot dos disquetes. De inocentes (ainda que irritantes) mensagens a uma completa formatação do HD, por muitos anos a maior (senão única) função desses códigos era infernizar a vida dos incautos usuários e trazer fama a seus criadores.
Depois, com a popularização da internet, os vírus se sofisticaram e hoje há uma enorme gama de variações: trojans, worms, hijackers e por aí vai.
Uma tendência dos últimos anos é criar sites que contenham código malicioso que possa ser baixado através do navegador. Qualquer usuário mais experiente já duvida daqueles sites de warez hospedados na Rússia... mas, segundo um relatório da Websense, pela primeira vez o número de sites autênticos (e, supostamente, confiáveis) contaminados por invasores ultrapassou a quantidade daqueles criados especialmente para esse fim.
Como exemplo, a empresa cita o portal sobre AIDS da ONU, que foi invadido e disseminava um trojan capaz de transformar as máquinas dos usuários em zumbis, controladas por terceiros.
"Cada vez mais os invasores estão usando sites confiáveis para infectar os visitantes com linhas de código para roubo de informação ou para adicionar os computadores às botnets", diz Dan Hubbard, vice-presidente de pesquisa de segurança da Websense.
O que me espanta em tudo isso é que, teoricamente, os administradores dos sites deveriam se preocupar (paranoicamente) com essa possibilidade. Ou temos sysadmins desleixados demais ou despreparados demais..."
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
IDG Now: Aumenta em 50% o uso de worms para roubo de dados, reporta PandaLabs
O uso de worms para roubar dados confidenciais aumentou em 50%. Em janeiro de 2008, os worms foram responsáveis por 15,01% das infecções de rede para captura de dados. No mesmo período de 2007, esse percentual não chegava a 10%. As informações são do PandaLabs, laboratório de análise e detecção de malware.
Outra conclusão do levantamento do PandaLabs é que a forma mais comum de disseminação desses malware é através de mensagens que usam técnicas de engenharia social, com o uso de links redirecionados para páginas falsas, semelhantes às usadas por ataques do tipo phishing.
De acordo com o levantamento, o malware mais ativo no mês de janeiro de 2008 foi o trojan Downloader.MDW. Os worms Bagle.HX e Perlovga.A ocupam a segunda e terceira posições, respectivamente.
Fonte: IDG Now!
Baguete: Brasil sobe e é 4º em ranking de spam
No novo ranking dos doze países que mais produzem spam no mundo, elaborado com base em análises de dados colhidos entre outubro e dezembro de 2007, o Brasil ficou com 4% dos spams enviados. Os líderes são Estados Unidos e Rússia, com 21,3% e 8,3% das mensagens maliciosas enviadas no período pesquisado, respectivamente. A Espanha é a última colocada, com 3,1%.
Fonte: http://www.baguete.com.br/noticiasDetalhes.php?id=22528
sábado, 21 de abril de 2007
Incidentes de segurança na rede acadêmica caem à metade
O Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (CAIS) da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) registrou uma queda de 50% nos incidentes de segurança que envolvem as redes de computadores das comunidades acadêmica e científica brasileiras, se comparados o primeiro trimestre de 2006 com o mesmo período de 2007. Esse é um dos dados que fazem parte das estatísticas que a RNP passa a divulgar trimestralmente.
Os 19.706 incidentes observados pelo CAIS naquele período de 2006 foram reduzidos para 9.565, no primeiro trimestre de 2007. Nos meses iniciais de 2006, o CAIS fez um trabalho pró-ativo de identificação e erradicação de máquinas infectadas - aquelas com participação em botnets (computadores infectados e controlados à distância por atacantes) - , com o uso de regras de SNORT (sistema de detecção de intrusos) desenvolvidas pela própria equipe. As instituições foram informadas pelo CAIS sobre as máquinas comprometidas e receberam orientações de como proceder para solucionar o problema.
Entre as principais façanhas dos atacantes estão a criação de botnets - que podem chegar a controlar 100 mil máquinas - e a atividade de varreduras de portas para identificação de sistemas vulneráveis. Também foram detectadas, no primeiro trimestre de 2007, mais de 200 trocas de páginas por outras com conteúdo não autorizado.
O CAIS trata incidentes de segurança ocorridos apenas na rede nacional acadêmica e científica - rede Ipê -, que conecta cerca de 350 instituições de ensino e pesquisa.
terça-feira, 28 de novembro de 2006
Comissão Européia convoca países europeus a combaterem spam
A Comissão Européia lançou aos países membros da comunidade européia o desafio de combater a disseminação spams, spywares e softwares maliciosos, que geraram perda de 39 bilhões de euros ao mundo em 2005 (segundo a Ferris Research) e representam entre 54% e 85% do total de mensagens enviadas, segundo consultorias como Symantec e MessageLabs.
A comissária para Sociedade da Informação e Mídia Viviane Reding ressaltou que a Holanda conseguiu reduzir em 85% o envio de spam no país com uma unidade formada por cinco funcionários trabalhando em tempo integral e 570 mil euros em equipamentos e afirmou que gostaria de ver outras nações assumindo a mesma postura.
A Finlândia é outro exemplo no combate às mensagens indevidas. Um filtro implementado pelo país permitiu reduzir o percentual de spam de 80% para 30%.
Segundo Reding, se no prazo de um ano os países não conseguirem reduzir a emissão de spam, a Comissão vai considerar a criação de novas medidas legislativas para coibir a prática.
A comissária ressaltou, no entanto, que a colaboração de países de fora da União Européia também é necessária para combater as mensagens indesejadas.
Segundo dados da Sophos, do início de novembro, os principais emissores de spams do mundo são os Estados Unidos, com 21,6% de participação. O Brasil aparece na sétima posição, enviando 4,7% das mensagens indesejadas do mundo.
domingo, 19 de novembro de 2006
Security is Broken
Interessante palestra de Rik Farrow falando sobre segurança de computadores na atualidade. Rik Farrow é consultor de segurança, instrutor e escritor, tendo publicado livros como Unix Administration Guide to System V (Prentice-Hall, 1989) e Unix System Security (Addison-Wesley, 1991).A palestra foi ministrada no Google Tech Talks em 11 de outubro de 2006.
Resumo (tradução do original de Rik Farrow):
Nosso modelo de segurança de computadores está quebrado. Pior ainda, ele nunca funcionou de fato bem, e é ainda menos apropriado aos usos de hoje. Nesta apresentação, eu exploro a história por trás do design da segurança atual, tanto em hardware quanto em sistemas operacionais. Ao invés de criar um modelo mais seguro com o passar do tempo, projetistas de sistemas têm tornado as coisas piores, criando insegurança em profundidade. A maioria dos sistemas de hoje são máquinas monousuário: certamente desktops e laptops, mas também a maioria dos servidores. O modelo de segurança atual não foi projetado para protejer os usuários deles mesmos, e segue-se um longo caminho em direção à compreensão de porque a segurança é tão difícil. Eu finalizo vendo estratégias para melhorar a segurança - mas sem solução real. O ponto é começar a pensar diferente, enquanto adota-se hoje as melhores práticas. O que nós fizemos no passado não funcionou, e não pode funcionar. Nós precisamos olhar para o modelo de segurança de um jeito novo, e este é o ponto real desta apresentação.
Link para o vídeo (em inglês)
